CENA DE CRIME

O dia amanhecera gelado. Uma densa neblina cobria toda a cidade desde as primeiras horas da madrugada, e naquele momento, as 6h30 da manhã, o mundo ainda parecia envolto em uma grande nuvem. Os primeiros raios solares já despontavam no horizonte, mas ainda não iluminavam suficientemente as ruas, e a luz artificial dos postes ainda era a única arma contra a escuridão completa...

AUTO DE FÉ – PRIMEIRA PARTE: A CELA

Havia cheiro de morte. A cela em que se encontrava tinha um forte odor de morte. Estava muito escuro, uma vez que a cela não tinha qualquer contato com o mundo exterior, mas estava ali há tanto tempo que seus olhos já estavam acostumados com a ausência de luz. A cela não era muito grande, tinha o teto abaulado e paredes maciças, tudo feito de pedra bruta. Não tinha piso nenhum, o chão era todo de terra, uma terra escura e estéril...