A ANÁTEMA SOB A VELHA FIGUEIRA (Parte 2)

Já havia passado algumas horas após o meio dia, mas o sol ainda estava alto no céu, lançando seus raios de calor escaldante de uma tarde de verão, de certa forma dificultando minha incumbência de caminhar até meu destino. Figueira Velha situava-se na região dos vales do rio Iguaçu, no sul do estado do Paraná, localidade famosa por ostentar um inverno demasiado rigoroso, apresentando inclusive temperaturas negativas, no entanto no verão, os raios solares e a baixa umidade, a despeito das matas que a envolvem, faziam com que o calor se tornasse deveras sufocante...

CENA DE CRIME

O dia amanhecera gelado. Uma densa neblina cobria toda a cidade desde as primeiras horas da madrugada, e naquele momento, as 6h30 da manhã, o mundo ainda parecia envolto em uma grande nuvem. Os primeiros raios solares já despontavam no horizonte, mas ainda não iluminavam suficientemente as ruas, e a luz artificial dos postes ainda era a única arma contra a escuridão completa...

TURMA DA RUA 6 – UM CRIME HEDIONDO

Acordar cedo nunca é bom, e é pior ainda quando você é um adolescente e o motivo do despertar é uma manhã inteira de aulas. Era quarta-feira, e isso queria dizer que o final de semana ainda estava longe, e pior, era dia de aula germinada de matemática. Era começo de ano ainda, mas as primeiras aulas com a professora Jacira não foram nada agradáveis e esse ano tudo indicava ...

TURMA DA RUA 6 – AVENTURA NO CONVENTO

Curitiba já era uma cidade grande e muito bem urbanizada, modelo de limpeza e mobilidade Brasil afora, mas a rua seis se localizava no bairro do Boqueirão, no sul da cidade, que era um bairro bastante populoso já nessa época, mas ainda estava começando a se urbanizar, e haviam terrenos baldios espalhados para toda a parte, que eram usados como campos de futebol improvisados...

AUTO DE FÉ – SEGUNDA PARTE: O JULGAMENTO

O salão era amplo e luxuoso, como a sala do trono de um rei em um grande castelo. Tudo era muito limpo e brilhante, em completa oposição à imundície escura em que esteve alojado nos últimos dias de sua vida. As pessoas que se encontravam no salão trajavam vestes limpas de altíssimo corte, roupas de pessoas importantes e poderosas...

AUTO DE FÉ – PRIMEIRA PARTE: A CELA

Havia cheiro de morte. A cela em que se encontrava tinha um forte odor de morte. Estava muito escuro, uma vez que a cela não tinha qualquer contato com o mundo exterior, mas estava ali há tanto tempo que seus olhos já estavam acostumados com a ausência de luz. A cela não era muito grande, tinha o teto abaulado e paredes maciças, tudo feito de pedra bruta. Não tinha piso nenhum, o chão era todo de terra, uma terra escura e estéril...